Cântico dos Cânticos 5,3
Tirei minha túnica; como irei revesti-la? Lavei os meus pés; por que sujá-los de novo?
Tirei minha túnica; como irei revesti-la? Lavei os meus pés; por que sujá-los de novo?
1 – Entro no meu jardim, minha irmã, minha noiva, colho a minha mirra e o meu bálsamo, como o meu favo com meu mel, bebo o meu vinho com o meu leite. Amigos, comei e bebei; inebriai-vos, ó caríssimos.
2 Eu dormia, mas meu coração velava. Eis a voz do meu amado. Ele bate. Abre-me, minha irmã, minha amada, minha pomba, minha perfeita; minha cabeça está coberta de orvalho, e os cachos de meus cabelos cheios das gotas da noite.
3 Tirei minha túnica; como irei revesti-la? Lavei os meus pés; por que sujá-los de novo?
4 Meu bem-amado passou a mão pela abertura (da porta) e o meu coração estremeceu.
5 Levantei-me para abrir ao meu amado; a mirra escorria de minhas mãos, de meus dedos a mirra líquida sobre os trincos do ferrolho.